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USO EXCESSIVO DE MEDICAMENTO NA TERCEIRA IDADE
Enfª Milene Bressanin

O uso indiscriminado e excessivo de medicamentos em idosos pode levar a efeitos colaterais e interações perigosas. Com o envelhecimento, aumenta a probabilidade de ocorrência de doenças crônicas e os idosos tomam mais medicamentos que adultos jovens. Em média uma pessoa idosa toma de quatro a cinco medicamentos de receita e mais dois de venda livre.
Há uma necessidade de políticas públicas que visem promover o uso racional de medicamentos. A publicidade é, sem dúvida, um fator preponderante para o uso irracional e prejudicial de medicamentos. Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a indústria farmacêutica gasta de 15 a 25% do seu orçamento em publicidade. Essa porcentagem é ainda mais alta nos países do Terceiro Mundo. O conteúdo educativo e a objetividade da informação prestada pelo fabricante variam muito de país para país. Tenho visto material de propaganda de certos laboratórios feito para o Terceiro Mundo que chega a ser criminoso. Longe de possuir qualquer valor educativo, grande parte do material “informativo” apresenta o produto como capaz de curar milagrosamente todos os males, exagerando nas qualidades e minimizando os riscos.
O importante é ter um médico de confiança e ser consultado através de uma avaliação geriátrica ampla (AGA), feito por uma equipe interdisciplinar, onde se avalia a capacidade funcional e a qualidade de vida, identificando riscos para medidas de prevenção, servindo de planejamento para ações e políticas de saúde. Objetivando um planejamento do cuidado e um acompanhamento em longo prazo aos idosos, tendo uma visão do idoso como um “todo”. 
Antes de usar qualquer medicamento consulte sempre seu médico para esclarecer suas dúvidas.

 

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